A Aldrava
A Aldrava
(Argentino Vidal)
Bateram a aldrava surrada da minha porta
Eu ainda estava na quietude da madorna matinal
Desde dantes noite dormi ainda com as estrelas
Ah a noite, nela sempre o espírito flutua nos éteres
Na busca das vidas vividas de nosso ser.
A aldrava da porta já estava quieta solitária no meu desperto
Não havia ali presente seu batedor insolente
Deixando-me no umbral desnorteado pela impaciência sua
Seria apenas o soprano vento que enganou meu sono?
Despertando-me de meus éteres fluídicos
Para a realidade da térrea matéria tornar viver?
Nenhum comentário:
Postar um comentário